Coleção Galo Branco lança em Campinas livros ‘Azulázio’ e ‘Pluma e Imensidão’

12227186_658966194206608_513311736521677008_nNesta quarta-feira, 11, a partir das 18h, a Coleção Galo Branco de literatura contemporânea, que está sendo publicada pela Editora Medita com recursos do ProAC, lança em Campinas os livros de poemas, “Pluma e Imensidão”, de Augusto Meneghin, e “Azulázio”, de Anderson Kaltner.

O lançamento acontecerá na Galeria AT AL 609, localizada no bairro do Cambuí. Os livros estarão sendo vendidos pelo valor de R$ 10,00.

“Pluma e Imensidão’, de Augusto Meneghin, poderia ser visto simplesmente como um livro de poesia, mas, mais do que isso, é um livro de poemas, de imagens, de lugares, que supõe e convida o leitor a saltos, devaneios e toda sorte de imensidões. Segundo livro de Augusto, que já publicou pela mesma Editora Medita o livro de poemas “O Mar sem nós”, “Pluma e Imensidão” traz um primeiro poema, que dá título ao livro, e outros poemas que, mesmo nas suas particularidades e ritmos próprios, tecem juntos uma beleza múltipla. A potência da imagem poética reverbera nas páginas do livro, dando forma a uma poesia plástica que mais do que ser entendida, pretende-se sentida, daí sua intimidade com tudo que é da ordem do corpo e do espaço. Poesia-experiência, poesia-correspondência.

“Azulázio”, de Anderson Kaltner, já sugere desde o título quais seriam seus movimentos principais. “Azulázio” nos faz lembrar de “azul”, “azulejo”, duas palavras que aparecem nos poemas do livro, e talvez de topázio, para lembrar da pedra que aparece em um dos seus belos versos: “Amor é o afago da pedra”. Tanto azul, quanto pedra, são palavras de extenso uso poético. Desde a pedra drummondiana até o azul de Mallarmé, temos a tensão que, de certa forma, se desenvolve neste livro entre o lugar dos devaneios, dos sonhos, da imensidão, do inefável, e a pedra, objeto tão comum, rasteiro, das estradas, do chão, que, no entanto, traz em si também ares de mistério ou de coisa insondada, rara.

Com financiamento do Edital nº 34/2014 do Programa de Ação Cultural “Concurso de Apoio a projetos de publicação de livros – Coleção de Obras Inéditas – no Estado de São Paulo”, a Coleção Galo Branco é composta por vários autores, são eles: Pedro Spigolon, Sarah Valle, Augusto Meneghin, Ana Júlia Carvalheiro, Jefferson Dias, Anderson Kaltner e Danilo Carandina. Nesse projeto estão sendo impressos um total de 10.500 livros, divididos em 7 títulos inéditos. Os lançamentos acontecerão até dezembro deste ano em cidades do interior do estado de São Paulo.

O lançamento é aberto ao público em geral e a entrada é gratuita. Mais informações no evento criado no facebook.

um barco feito / do próprio rio / uma correnteza / nele mesmo (Anderson Kaltner, do livro “azulázio”, página 12.)

exceto o pássaro em seu primeiro voo, poucos atravessam uma nuvem em todas as direções (Augusto Meneghin, do livro “Pluma e Imensidão”, página 14)

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5º canto: “Azulázio”, de Anderson Kaltner

foto 2O livro “Azulázio”, do poeta Anderson Kaltner, quinto livro que integra a Coleção Galo Branco de literatura contemporânea, publicada pela Editora Medita com recursos do ProAC, leva no título uma palavra que não pode ser encontrada no dicionário, não tem um sentido já definido, e surge aqui como uma nova palavra, ou neologismo, como se diz, palavra construção, palavra coisa, que concentra em si outros sentidos.

“Azulázio” nos faz lembrar de “azul”, “azulejo”, duas palavras que aparecem nos poemas do livro, e talvez de topázio, para lembrar da pedra que aparece em um dos belos versos que compõem o livro e diz: “Amor é o afago da pedra”. Tanto azul, quanto pedra, são palavras de extenso uso poético. Desde a pedra drummondiana até o azul de Mallarmé, temos a tensão que, de certa forma, se desenvolve neste livro entre o lugar dos devaneios, dos sonhos, da imensidão, do inefável, e a pedra, objeto tão comum, rasteiro, das estradas, do chão, que, no entanto, traz em si também ares de mistério ou de coisa insondada, rara.

“Azulázio” parece combinar em suas imagens essas duas direções. O sonho é uma grande presença – “que permanece por mais tempo” – ao lado dos vastos mundos interiores com seus revestimentos, seus azulejos, do frenético instante do acordar. O eu dos poemas parece encenar uma separação em relação ao ego, uma distância, o movimento do “despertencer”, insinuando o convite ritualístico ao devaneio.

foto 4Os próprios amantes, presença constante principalmente nos poemas iniciais do livro, se envolvem em mistério, têm os rostos cobertos por panos, imagem de um dos poemas que parece dialogar com o quadro de René Magritte chamado justamente “Os Amantes”, onde se vê duas pessoas de cujos rostos só se percebe os contornos através do pano que os cobre.

São presenças em fuga – “noite em fuga, poltronas em fuga” – que o livro poetiza no seu livre e experimental trabalho com a linguagem. Presenças que são, antes de tudo, não presenças, ou presenças fantasmáticas, que fogem, escapam, se dão como ausência.

Se o livro fala de sonhos, imensidão, também fala de ossos, de corpo, de coisas do cotidiano, de um facebook em decomposição, gifs que cansam, e se constrói com uma linguagem bastante próxima, feita de palavras em português, inglês, palavras inventadas ou não, gírias, modismos, afetações ou naturalidades, talvez no sentido de cumprir com um desejo (esforço) manifesto em um dos poemas: de soar macio.

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E assim ele soa, macio, mesmo quando suas letras e sua forma gritam: “ESPELHAREI O CHÃO PARA TER O CÉU EM DOBRO”. Essa frase, que se repete freneticamente em um poema de traços concretistas, também reverbera e parece estar dita nas imagens/montagens/colagens que acompanham os poemas do livro. Uma delas traz uma embarcação em cujas velas se imprime o espaço cósmico e sua imensidão de estrelas. Em outra, o céu noturno com seus pontos brilhantes aparece ao fundo, em outra ainda há um planeta, sobre o qual se sobrepõe algo como uma mandala, ambos sustentados (aqui cria-se a ilusão própria das montagens e, mais uma vez, própria de Magritte) por uma outra forma circular: (talvez) a de uma vitória régia. E há ainda outro universo, no meio do qual paira solitário uma espécie de cristal.

“Azulázio” nos chega, ao que parece não sem certa intenção, como um objeto desconhecido, mais poético do que místico, pois embora seus poemas busquem esse céu em dobro, no sutil movimento de “fazer das paredes gestos lentos”, eles não pretendem nada mais do que ter o “tamanho de um cigarro”.

emudeceremos caso seja muito cedo ainda para dizer sobre
o nosso desejo de soar macio, de fazer das paredes gestos
lentos. dizemos nos despertencendo, emudeceremos caso seja
amanhã muito cedo ainda para dizer sobre o ontem do nosso
esforço de soar macio, de fazer das paredes gestos lentos.
dizemos nos despertencendo e mais uma vez

(p. 33)

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* Anderson Kaltner vive em Campinas, onde faz literatura, toca bateria e estuda filosofia, sem pressa pela malha do tempo. Nos entretempos namora, cozinha com vontade, cuida das ervas do jardim e brinca com gatos. Mantém uma página na internet com seus poemas e colagens.

“Espanto”, de Pedro Spigolon e fotografias de Pedro Spagnol, já está à venda na lojinha da Editora Medita

Sem títuloPara aqueles que não puderam comparecer ao lançamento do “Espanto”, primeiro livro da Coleção Galo Branco, realizado na cidade de Araras no último dia 16 de maio, e para quem também não poderá comparecer ao lançamento do livro em Campinas, que acontece na quarta-feira, 20 de maio, na sede da Editora Medita, o livro de poemas de Pedro Spigolon, com fotografias de Pedro Spagnol, já está à venda pela internet na página da Editora Medita.

O livro pode ser adquirido por R$ 10,00 (acrescido do valor do frete) e o exemplar será entregue com a assinatura do autor.

Espanto é composto por cerca de 30 poemas divididos em três partes: “Eternidade Abandonada”, “Propaganda do Inferno” e “Espanto nosso de cada dia”, em que aparecem temas como o cotidiano, a infância, a vida, a morte e o tempo, trabalhados por uma linguagem musical e imagens singularmente criativas, pensadas e construídas, com expressiva carga semântica e simbólica.

Um diálogo muito interessante com os poemas de Pedro Spigolon é estabelecido pelas fotografias de Pedro Spagnol, que nos chegam entre um poema e outro do livro, e trazem aquela estética própria conseguida pela exploração do preto e branco, dando forma a cuidadosas composições que transmitem algo de absurdo, de sutilmente espantoso.

A Coleção de obras inéditas “Galo Branco” foi contemplada pelo Edital nº 34/2014 do Programa de Ação Cultural (ProAC) “Concurso de Apoio a Projetos de Publicação de Livros – coleção de obras inéditas – no Estado de São Paulo”, e publicará 10.500 livros, divididos em sete títulos inéditos, que serão lançados em cinco cidades do interior do estado de São Paulo, de maio a dezembro de 2015.

“Ergueram uma muralha no horizonte
de nosso coração enraizado.
Por todos os lados
as pedras tapam
a imensidão furtada
de tuas raízes soníferas.
Onde estará a vastidão do mundo
já que tu és tão pequeno?”

(Pedro Spigolon, Espanto, p. 17)

“Incendiar formigueiros quando criança é revelar aos
adultos que a ordem não passa de um subterfúgio para
abolir a liberdade em nome da decência. De quem?”

(Pedro Spigolon, Espanto, p. 35)

Canto 1: “Espanto”, de Pedro Spigolon, com fotografias de Pedro Spagnol

Coleção Galo BrancoÉ do livro Espanto, de Pedro Spigolon, com fotografias de Pedro Spagnol, que sai o primeiro canto da Coleção Galo Branco. Com lançamento marcado para o dia 16 de maio, no Centro Cultural Leny de Oliveira Zurita, na cidade de Araras, interior do estado de São Paulo, às 20h, Espanto é, nas palavras do poeta Gil T. Sousa, que escreve a sua apresentação, “um exercício notável de pureza poética. Há nele muito mais que mestria literária, há nele uma matemática de humanidade que concentra todas as linhas ancestrais do ser (o amor, o medo, a vida, a morte, o visível e o invisível)”.

Espanto é um livro com cerca de 30 poemas. A sua poética busca espantar, como que afugentando os leitores de seu bem-estar, deslocando-os internamente de suas confortáveis acomodações, ao mesmo tempo em que os espanta por meio da descoberta de novidades naquilo que sempre cercou as suas atividades. A vida é imersa no cotidiano, não há espaços para vislumbres e sonhos. Os acontecimentos nos atravessam como repetições monótonas e infrutíferas. É assim que a queda de Ícaro – o homem que almejava alcançar o sol – é representada na tela de Brueghel, como mais um elemento sob o império do cotidiano a marchar para o hábito.

Sobre o quadro de Brueghel, há um poema de William Carlos Williams, “Paisagem com queda de Ícaro”, onde os versos falam justamente da indiferença do mundo e das pessoas com seus afazeres, sua ocupações, seus destinos, em relação a algo extraordinário, mas que não passa de um pequeno detalhe despercebido.

Segundo Brueghel
quando Ícaro caiu

era primavera

um lavrador arava
sua plantação
e toda a pompa

2012_04_13_00_07_240

da estação
despertava e tilintava
bem perto

a beira-mar
tomava conta
de si

suando no sol
que derretia
a cera das asas

um detalhe banal
perto da costa
um esguicho

passou despercebido
este era Ícaro
se afogando

O livro Espanto não tem pretensões épicas ou mesmo motivações românticas, mas, a seu modo, deseja remover a letargia do olhar acostumado com as possibilidades de um mundo escasso. Neste sentido, se apresenta dividido em três partes: “Eternidade Abandonada”, “Propaganda do Inferno”, e “Espanto nosso de cada dia”. Já no poema de abertura da primeira parte, os versos lançam um apelo e dizem: É urgente que se lembre da chave É urgente que se abra a janela É urgente a nossos olhos de jabuticaba que o sol os banhe com sua candeia e os povoe por dentro com fogo que o mundo os tome pela mão e os prove do doce desejo de eternidade Sem título 2

Em precisa musicalidade verbal e refinada arquitetura poética, os versos, como melodias, atravessam alguns temas bíblicos e os atravessam de imagens cruas do cotidiano, fazendo também o processo inverso. Assim temos: […] o Teu corpo, Senhor, é uma escadaria interminável que se pode guardar na despensa da cozinha e às vezes encontrá-lo distraído lavando a alface com a barriga encostada na pia, Entre os poemas e suas figurações do abandono, surgem fotografias de Pedro Spagnol, oníricas e intensamente poéticas. Imagens fluídas que exploram a dinâmica da água e a pureza de tantas possibilidades do preto e branco. Como diz um dos poemas, as primeiras imagens que aparecem no livro parecem refletir “o desejo de desaguar” que do rio se transfere aos amantes. Em meio aos ecos de uma tentativa inútil de um aviso de queimada, a primeira parte do livro termina com as instruções de desuso do poema abandonado que, entre outros lampejos poéticos, nos recomenda: “Estender os olhos no varal para secá-los rapidamente e justificar a amargura pela ausência de lágrimas”. 11138521_594359080667320_4350384782470897820_n

Em “Propaganda do Inferno”, antes das palavras, o olhar se detém sobre a imagem de um prato de comida e de uma taça de vinho ao seu lado. Não se pode distinguir muito bem o conteúdo do prato, mas se pode imaginá-lo e até comê-lo. Há uma certa perturbação na quietude da imagem, talvez um espanto a prolongar-se nos poemas que seguem e conduzem a uma outra fotografia em aparente diálogo com a anterior. Os poemas dessa parte constroem suas imagens de inferno, entre elas, a de uma realidade em que […] adiando os dias, sequer poderemos caçar nuvens e ouvir o riso dos rios.  O acúmulo das catástrofes que se perfilam nesse poemas faz lembrar o poeta Murilo Mendes das “Metamorfoses”, a mesma musicalidade insistente, as mesma imagens belas e improváveis, o mesmo apelo inútil, o mesmo poema feito de ruínas, mas sobrevivente. Sem títuloE sobrevivente, o poema parece apontar para a capacidade do espanto, o novo e mais urgente “pão nosso de cada dia”.

Em uma certa pulsão de amor, vida, morte e infância, esses últimos poemas se espantam diante de si mesmos, diante do outro, diante do mundo, e se fazem imensos em imagens como essa: quando criança eu tinha a altura das árvores muito embora não me importasse com a sede das raízes bastaria que meus dedos se alongassem para furar algumas nuvens e apagar a lâmpada do sol Espantados diante do tempo, que nunca é o mesmo, os poemas se fazem, e fazem o poeta, e fazem o mundo. Os poemas de Pedro, combinados ao tom do absurdo e do surreal de algumas fotografias que com eles dividem espaço, nos fazem lembrar do absurdo que há em não se espantar diante do absurdo de simplesmente existir e, carregados de e pelo tempo, passar, fazendo-nos infinitamente e imediatamente Outro. 21099_501351366596401_1341745603_n

* Pedro Spigolon nasceu em Araras-SP no dia 16 de Abril de 1992, sob o signo do fogo. Quando criança teve catapora, como quase todas as crianças. Aprendeu a cavalgar no sítio de seu avô. Graduou-se bacharel em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas. Publicou poemas na revista literária euOnça e no Jornal RelevO. Já morreu diversas vezes nesta vida. Usa a poesia para dar corpo à sua Imaginação.

10.500 livros, divididos em sete títulos inéditos, compõem o canto novo da Coleção Galo Branco

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“Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone uma extensão da voz e finalmente temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação.”
Jorge Luis Borges

10.500 livros, divididos em sete títulos inéditos, serão lançados em cinco cidades do interior do estado de São Paulo, de maio a dezembro de 2015, integrando a coleção “Galo Branco”, projeto contemplado pelo Edital nº 34/2014 do Programa de Ação Cultural (ProAC) “Concurso de Apoio a Projetos de Publicação de Livros – coleção de obras inéditas – no Estado de São Paulo”.

Os sete título inéditos que compõem a coleção são escritos por autores jovens do interior do estado de São Paulo. São eles: Pedro Spigolon, Sarah Valle, Augusto Meneghin, Ana Júlia Carvalheiro, Jefferson Dias, Anderson Kaltner e Danilo Carandina, naturais das cidades de Campinas, Ribeirão
Preto, Sorocaba, Araras e São Carlos. Neste sentido, a Coleção Galo Branco responde a uma crescente demanda no interior do estado de São Paulo por editoras dispostas a publicar novos autores, sem que estes tenham que arcar, como quase sempre acontece, com os custos da publicação.

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Nas cidades onde nasceram os autores, acontecerão os lançamentos das obras com a presença
de cada um deles em saraus abertos e gratuitos – onde os livros serão distribuídos a preços populares – programados com o intuito de estreitar a relação entre autores e leitores. Leitores que, por sinal, cada vez mais diminuem quando se fala em gêneros como poesia, literatura infantil, contos e novela, justamente os gêneros que serão contemplados nessa Coleção.

Do total dos livros que integram a Galo Branco, 20% serão distribuídos gratuitamente para as Bibliotecas do Estado de São Paulo, através do SisEB – Sistema Estadual de Bibliotecas, e 40% serão doados para os autores. Outros 40% estarão disponíveis para compra pela internet a preços populares de até R$ 10,00. Também será disponibilizada gratuitamente para download, ao final do projeto, toda a coleção no formato e-book.

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A realização e concepção da Coleção Galo Branco é da Editora Medita, uma pequena editora independente que atua no mercado editorial há mais de dois anos. A editora está sediada em Campinas, mais especificamente no distrito de Barão Geraldo. Sua linha editorial se divide em literatura contemporânea, traduções inéditas, artes visuais e teses acadêmicas na área de educação, história e teoria literária. A editora possui em seu catálogo uma revista semestral de literatura e artes visuais, intitulada “euOnça”, que já está na elaboração do seu terceiro número; uma revista de música eletroacústica chamada “Linda!”, e uma revista de literatura iberoamericana, “yoJaguar”.

Além dos sete lançamentos previstos, também será realizado um último lançamento na sede da Editora Medita da coleção completa Galo Branco.

Diante da diversa e, muitas vezes, desconhecida produção literária contemporânea, a Coleção Galo Branco entoa um canto novo, ávido em ouvir e se fazer ouvir, um canto que se propaga a partir dos interiores, a partir dos começos expandidos para longe. Um canto constante em sua inconstância, que tira sua ainda não vista força de um lugar, talvez o único, onde hoje se pode encontrar um verdadeiro espaço de pensamento, reflexão e relação: a experimental literatura contemporânea.

galo branco

[…] Movendo-se e sendo ele mesmo,
Lerdo e indisputado,
E espantosamente ali, ó estoico!

Vagando no lento triunfo de sua própria existência,
Tocando o sino inaudível de sua presença no caos,
E arrogantemente a morder a grama.

Sim,
Arrogantemente.

(D.H. Lawrence, “Relacionamentos da família tartaruga”)